4 de abril de 2014

Doze governadores deixarão os cargos nesta sexta

Quase um terço dos 27 estados brasileiros terá novos governadores a partir desta sexta-feira (4). Pelo menos sete governantes eleitos em 2010 vão renunciar hoje para disputar outros cargos, mas o número pode chegar a nove. Todos fazem parte do rol de doze governadores que já foram reconduzidos ao cargo e, por isso, não podem se candidatar à reeleição - três políticos decidiram permanecer no posto até dezembro e ficarão sem mandato a partir do ano que vem.
De acordo com a legislação, chefes do Poder Executivo devem deixar o cargo até seis meses antes da votação na qual concorrerão a outro posto no Legislativo ou em outra esfera de poder. Nessa última situação está o pernambucano Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à Presidência da República.
Os demais governadores que vão renunciar hoje pretendem disputar cargos no Congresso Nacional - geralmente o Senado - ou permitir que parentes possam sair candidatos. O governante só pode permanecer no cargo se concorrer à reeleição - caso de 15 atuais chefes de Executivos Estaduais.
Dois governadores deixaram para a última hora o anúncio de seu futuro político. No Ceará, Cid Gomes (PROS) vai aproveitar hoje a inauguração de uma policlínica para dizer se deixa o governo ou não. Cid precisa renunciar para ser candidato a senador ou para que seu irmão, Ciro Gomes, dispute essa vaga, embora o ex-ministro não goste da ideia.
Situação semelhante vive Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão. O mais provável é que a governadora renuncie e dispute uma vaga no Senado. Esse teria sido um pedido feito pelo seu pai, o senador José Sarney, que deve concorrer à reeleição pelo Amapá.
O grupo dos que vão cumprir o mandato até o fim é formado pelo tucano Teotonio Vilela (Alagoas), pelo peemedebista Silval Barbosa (Mato Grosso) e pelo petista Jaques Wagner (Bahia). O último deve integrar o núcleo da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Em caso de vitória, Jaques provavelmente começaria 2015 na Esplanada dos Ministérios.
Dilema - Quem já confirmou a renúncia para hoje foi o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Ele vai abrir espaço para o vice, Luiz Fernando Pezão (PMDB), ganhar visibilidade na disputa pelo Palácio Guanabara. Cabral deve tentar voltar ao Senado, mas a queda de popularidade desde os protestos do ano passado tornaram o futuro do peemedebista mais imprevisível do que se previa um ano atrás.
Em Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB) também vai renunciar ao mandato, mas ainda não confirmou se disputará o Senado. Oficialmente, o tucano trabalhará na elaboração do plano de governo do pré-candidato do seu partido à Presidência da República, o senador mineiro Aécio Neves.
Nos quinze estados em que o governador pode se reeleger, quase todos serão candidatos. Podem ocorrer duas exceções. No Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini quer ser candidata, mas o DEM, seu partido, pode preferir apoiar outra sigla.
No Tocantins, Siqueira Campos (PSDB) não disse se vai ou não concorrer à reeleição. Especula-se que ele renuncie para dar lugar na chapa ao filho, Eduardo.

gov gde


*Do estadão  Magno Martins

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