ARMAÇÃO: Mulheres que teriam achado bebê em Cumaru são Mãe e Prima, Diz Policia

Mãe e prima da criança abandonada

A Polícia Civil informou nesta segunda-feira (7) que as mulheres que teriam encontrado um recém-nascido em Cumaru, no Agreste pernambucano, são, na verdade, mãe e prima dele. 
A delegada Maria Betânia Tavares contou ao G1 que, quando elas foram prestar esclarecimentos, lembrou-se que há três meses Bruna Rafaela Santos Amâncio, de 24 anos, estava grávida de seis meses e queria prestar queixa de estupro, com o intuito de conseguir na Justiça a decisão de abortar o bebê. Sendo questionadas sobre isto, ela e a prima – Taciana dos Santos Moura – decidiram explicar toda a história.



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“Ela confessou que teve o bebê no Sítio Riacho da Pedra, no município de Passira, com a ajuda avó, no dia 4 de julho. Então, combinou de levar o bebê para Cumaru e simular um abandono, para que a prima pudesse pegá-lo no hospital e conseguir a guarda”, explicou a delegada, que é responsável por esses dois municípios.

Chegando na feira de Cumaru, pessoas começaram a perguntar de quem era a criança e elas não chegaram nem a simular o abandono, mas disseram que o encontraram no banheiro do mercado público, ainda de acordo com a Maria Betânia Tavares.

Da feira, o bebê foi levado ao hospital municipal junto a policiais militares, onde permanece, segundo o Conselho Tutelar. A diretoria da unidade de saúde informou que a criança foi submetida a exames e passa bem.

Os funcionários chamaram o bebê de David Luiz, em homenagem ao jogador da Seleção Brasileira.

INVESTIGAÇÕES

A delegada Maria Betânia Tavares informa que as mulheres foram liberadas e não responderão por abandono – já que isto sequer foi simulado e não houve nenhum flagrante -, enquanto as investigações prosseguem.

Ela ouvirá todos os envolvidos no caso, desde familiares a policiais e profissionais de saúde. O tipo do crime está sendo estudado.

Segundo conta a delegada, a história foi inventada porque Bruna Rafaela teria duas crianças sob custódia do pai, que mora em Cumaru. Ela queria reaver a guarda, mas, como estava grávida após um suposto estupro, tentou primeiro se desfazer do bebê que teve.

A ideia, ainda segundo a delegada, era de que a prima conseguisse a guarda do recém-nascido e, depois que a mãe obtivesse a guarda das outras, esta pegaria o bebê de volta.


Fonte: G1

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