Seleção: ainda “um técnico estrangeiro”. Ou: Tite com dois anos de atraso!

Por Reinaldo Azevedo

Leio na VEJA.com e em toda parte que a CBF descarta terminantemente a minha tese de um técnico estrangeiro para a Seleção Brasileira. Não quer nem ouvir falar! Então tá bom. Tanto o atual presidente, José Maria Marin, como o seu sucessor, Marco Polo Del Nero, seriam radicalmente contrários. Nomes como o do português José Mourinho ou o do espanhol Pep Guardiola não os seduzem. A burrice convicta é sempre muito encantadora.
O nome hoje considerado mais provável é mesmo Tite. Nos bastidores, há quem diga que tudo já está acertado. Pois é… Ele era a minha opção em 2012. No dia 23 de novembro daquele ano, quando Mano Menezes caiu, escrevi um post cujo título era este: “Mano cai. Tite é a única boa opção. Mas eu não quero que ele saia do Coringão!”.
Reproduzo a imagem de parte do texto. Já então se dava como certo que o escolhido seria mesmo Felipão, embora Tite e Muricy Ramalho também fossem cotados. Leiam. Volto em seguida.
post tite
Retomo
Pois é… As glórias que vêm tarde já vêm frias, como diria o poeta. Há dois anos, parecia-me a melhor saída. Hoje, depois de tudo, não! Acho que é preciso ampliar o repertório — e isso vale também para os grandes clubes.
Para que serve um técnico num esporte coletivo? Para uma única coisa: que o conjunto seja mais do que a soma aritmética dos talentos tomados individualmente. E, por essa razão, eu defendia, então, o nome de Tite. Felipão tinha conseguido fazer justamente o contrário no Chelsea e no Palmeiras: o conjunto era inferior à soma das partes.
Ok, ok. Tem de ser um brasileiro? Que seja Tite! Mas por que tem de ser um brasileiro? Por acaso estamos dando lições de tática e de técnica ao resto do mundo? A pergunta é só retórica. Ninguém precisa responder.
Por Reinaldo Azevedo

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