13 de novembro de 2014

Veja as 10 maiores gafes na diplomacia pelo mundo


Putin coloca manta sobre Peng Liyuan enquanto é observado pelo presidente chinês
Putin coloca manta sobre Peng Liyuan enquanto é observado pelo presidente chinês (Reprodução/VEJA)
Na segunda-feira, uma gesto de cavalheirismo do presidente da Rússia, Vladimir Putin,  com a primeira-dama da China, Peng Liyuan, pegou mal no país asiático. Durante a abertura da conferência de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, Putin colocou uma manta sobre as costas da primeira-dama. O gesto aparentemente banal que foi capturado por câmeras de TV acabou sendo alvo dos censores chineses, que baniram o vídeo da TV e dos sites chineses após o episódio ter provocado piadas. No mundo da diplomacia, até mesmo uma gentileza pode ser considerada uma gafe. Confira abaixo outros  episódios diplomáticos que repercutiram mal.

 

Reagan confunde o Brasil com a Bolívia


Em 1982, durante um jantar oficial, o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, propôs um brinde ao "povo da Bolívia". Só havia um problema: o jantar ocorreu em Brasília, durante uma rápida viagem do americano ao Brasil. Após deixar todos os presentes consternados - entre eles o então presidente João Baptista Figueiredo -, Reagan tentou disfarçar. "Bem, na verdade, é para onde eu vou depois", afirmou, esquecendo que na realidade a próxima etapa da viagem era a Colômbia. A Bolívia nem estava prevista no giro do americano pela América do Sul. Para piorar, os funcionários americanos que fizeram a transcrição dos discursos suprimiram a palavra Bolívia da fala, mas acabaram trocando-a por "Bogotá", a capital da Colômbia.


Lula na Namíbia


Em 2003, uma gafe do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante uma viagem à Namíbia provocou constrangimento. Ao se despedir dos líderes do país, Lula disse, na presença de vários jornalistas, que não esperava que a capital do país, Windhoek, fosse tão limpa. "Quem chega em Windhoek não parece que está em um país africano. Poucas cidades do mundo são tão limpas, tão bonitas arquitetonicamente e tem um povo tão extraordinário como tem essa cidade", disse Lula. Percebendo a gafe, o tradutor da comitiva brasileira acabou omitindo parte do comentário ao falar com os políticos do país africano.

Berlusconi chama Obama de "jovem bronzeado"


Berlusconi, sempre ele, provocou ultraje em 2008 ao se referir ao então recém-eleito presidente dos EUA, Barack Obama, como um "jovem bronzeado". A gafe ocorreu durante um evento em Moscou, quando Berlusconi estava acompanhado do então presidente russo, Dmitry Medvedev e aproveitou para saudar a eleição de Obama, o primeiro negro eleito para o cargo máximo da política americana. "Vou tentar ajudar as relações entre a Rússia e os Estados Unidos, aonde uma nova geração chegou ao poder. Eu não vejo nada que impeça Medvedev de travar boas relações com Obama, que também é bonito, jovem e bronzeado", disse. A frase pegou mal, mas isso não impediu que Berlusconi repetisse a expressão no ano seguinte e para piorar, estendesse a piada para a esposa de Obama, Michelle. "Os dois frequentaram a praia porque a esposa também é bronzeada", disse ele em um comício em Milão. Em 2013, durante uma entrevista, ele disse que a expressão era um elogio. "Bronzeado era um elogio. Eu gostaria de ter tido sua cor, que é saudável", disse Berlusconi na ocasião.

Bush faz gesto ofensivo para australianos


Em 1992, durante uma visita a Canberra, na Austrália, o então presidente George Bush insultou sem querer um grupo de habitantes ao fazer um gesto de "V da Vitória" com os dedos. O presidente claramente não sabia, mas na Austrália o gesto tem uma conotação similar ao de levantar o dedo médio em países como os EUA e o Brasil. No mesmo dia, Bush concedeu um discurso onde saudou esforços para melhorar o entendimento entre as culturas americana e australiana.  


Jimmy Carter sente "desejo carnal" pelos poloneses


Em 1977, o presidente americano Jimmy Carter visitou a Polônia, ainda sob domínio comunista, e em um discurso público tentou exprimir como estava contente de conhecer o país. Só que seu tradutor cometeu alguns equívocos e a mensagem acabou sendo entendida de uma maneira bem diferente. Em inglês, Carter havia dito para os poloneses "Eu vim para conhecer as suas opiniões e entender suas expectativas em relação ao futuro". Mas o tradutor da comitiva americana acabou afirmando para os poloneses que o presidente "desejava os poloneses de maneira carnal", provocando espanto entre os presentes. Por fim, quando o presidente disse que havia deixado os EUA para viajar, o tradutor interpretou a frase como se Carter houvesse "abandonado" os EUA para sempre.    


Mujica chama Cristina Kirchner de "velha teimosa"


Em 2013, o presidente do Uruguai, José Mujica, caiu em uma armadilha que já pegou vários mandatários imprudentes. Sem perceber que seu microfone estava ligado, ele fez um comentário que ganhou repercussão. “Essa velha é pior que o vesgo”, disse Mujica, em referência à presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e a Néstor Kirchner, marido de Cristina, que morreu em 2010. "O vesgo era mais político, ela é teimosa”, disse ainda Mujica, após fazer referências às difíceis relações de seu país com a Argentina. O áudio foi divulgado pela imprensa uruguaia pouco depois. Mais tarde, o presidente uruguaio tentou negar suas declarações. “Publicamente, nunca falei da Argentina”, disse.

Chanceler alemão apaga chama de memorial


Em 2000, o então chanceler alemão, Gerhard Schröder, apagou acidentalmente a chama eterna do Memorial de Yad Vashem, em Jerusalém, um monumento que arde em memória dos seis milhões de judeus exterminados pelos nazistas. Durante uma visita ao local, estava previsto que Schröder girasse um mecanismo que aumentasse a intensidade das chamas. O chanceler, no entanto, acabou girando o botão para o lado errado, e acabou extinguindo a chama. O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, até tentou em seguida reacender a chama, mas foi preciso esperar a chegada de um funcionário munido de um acendedor de fogão a gás para resolver a saia-justa. 


Obama e Sarkozy falam mal de Netanyahu pelas costas


Em 2011, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, chamou de "mentiroso" o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante uma conversa privada com Barack Obama, que foi ouvida por jornalistas. O incidente ocorreu durante a cúpula do G20, em Cannes, na França. "Eu não o aguento mais, ele é um mentiroso", disse Sarkozy, ao se referir a Netanyahu. "Você pode estar farto dele, mas eu tenho de lidar com ele todo dia", respondeu Obama.

Bush vomita sushi no Japão


Em janeiro de 1992, o então presidente americano George H.W. Bush vomitou um pedaço de sushi e desmaiou durante um banquete oferecido pelo primeiro-ministro do Japão, Kiichi Miyazawa. O incidente ocorreu ao final de uma viagem do americano pela Ásia. As imagens acabaram sendo difundidas em tom de piada pelas redes de TV americanas e japonesas. Bush culpou uma gripe pelo episódio de mal estar.


*Veja 

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