segunda-feira, outubro 26, 2015

Armando: Relações Brasil-Irã se apoiam na construção de uma parceria estratégica

Brasília (26 de outubro) - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, afirmou nesta segunda-feira (266), em Teerã, na abertura do Seminário Empresarial Brasil-Irã, que a relação entre os dois países se apoia na construção de uma parceria estratégica.

 

"O relançamento das nossas relações, que nessa visita queremos consolidar, se apoia não apenas na restrita visão do comércio ou dos investimentos, mas sobretudo na construção de uma parceria estratégica e mutuamente benéfica, que possa se traduzir no fortalecimento de nossas economias e no crescente bem-estar dos nossos povos", disse o ministro na abertura do seminário, que recebeu mais de 150 representantes de associações e empresas brasileiras e iranianas.

 

Segundo o ministro, Brasil e Irã podem e devem intensificar suas relações econômicas. A corrente de comércio atingiu, em 2014, o montante de 1,44 bilhões de dólares e grande parte desse comércio corresponde a produtos básicos. "Temos o desafio de incrementar e diversificar esse intercâmbio, olhando as duas vias - exportação e importação -, e ampliar os nossos investimentos recíprocos".

 

O ministro da Indústria, Comércio e Mineração do Irã, Muhammad Nematzadeh, afirmou no seminário que "precisamos encorajar as empresas iranianas a se aproximarem das empresas brasileiras numa agenda estratégica de longo prazo considerando os potenciais para o aprofundamento do fluxo comercial e de investimentos".

 

A missão empresarial ao Irã é promovida no contexto do acordo nuclear que permitirá o fim das sanções econômicas impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU), abrindo novas oportunidades comerciais para o país.

 

"Desde o anúncio da assinatura do Acordo Nuclear, vários países visitaram o Irã, sendo Teerã hoje destino de inúmeras missões comerciais. Não somos os primeiros a chegar, por certo, mas às vezes o mais importante é chegarmos mais preparados para que possamos potencializar a obtenção de resultados concretos. Por isso estamos com o firme propósito de apresentar e oferecer uma pauta concreta de parceria e cooperação aos nossos interlocutores, que não permita dúvidas quanto à legitimidade desse movimento de relançamento das nossas relações bilaterais", disse Armando.

Parcerias – Armando Monteiro lembrou que o comércio no segmento de alimentos – mais presente e consolidado historicamente – pode ser ainda mais fortalecido. Segundo ele, o Brasil deseja manter-se como parceiro confiável do Irã na garantia do abastecimento deste mercado, que se apresenta com grande potencial de crescimento num futuro próximo.


"Ao lado desse segmento, vislumbram-se parcerias nos setores de energia, industrial, de mineração, infraestrutura e serviços e ainda no campo da cooperação científica e do intercâmbio tecnológico. Nas áreas de petróleo, gás e petroquímica, as possibilidades de cooperação entre o Brasil e o Irã nos parecem extremamente promissoras. Esses são apenas alguns exemplos de uma ampla agenda de comércio e investimento que os dois países podem implementar e avançar rapidamente", disse Monteiro.

Aos empresários e integrantes do governo iraniano, Armando citou o Plano Nacional de Exportações, lançado no primeiro semestre deste ano. "Um dos principais pilares do Plano é ampliar o acesso a mercados por meio da maior inserção do país na rede internacional de acordos comerciais e de investimentos, contando ainda com esforços na área de facilitação de comércio. O Irã foi reconhecido como parceiro estratégico nesse reposicionamento da nossa política comercial".

 

Além do ministro do Desenvolvimento, integram a comitiva brasileira o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), David Barioni; e o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Glauco Jose Côrte. Também compõem o grupo brasileiro representantes dos ministérios das Relações Exteriores (MRE), das Minas e Energia (MME), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), além de representantes da Petrobras, do BNDES, de dez entidades setoriais e de 24 empresas.

 

Crédito da foto:  MDIC/Divulgação