quarta-feira, janeiro 13, 2016

Lula repartiu BR Distribuidora entre Collor e PT, afirma Janot

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que a BR Distribuidora foi "reservada", a partir de 2009, ao senador Fernando Collor (PTB-AL) pelo então presidente Luis Inácio Lula da Silva "em troca de apoio político à base governista no Congresso Nacional".

Como Lula era do PT, outra parte da subsidiária da Petrobras foi destinada à sigla. Os trechos integram a denúncia protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Vander Loubet (PT-MS). Lula não é alvo da acusação. As informações foram divulgadas na edição desta terça-feira do jornal Folha de S. Paulo.



TF pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por ter embolsado 26 milhões de reais no esquema de corrupção da Petrobras. O senador responde por corrupção e lavagem de dinheiro, inclusive, por suspeita de desvios na subsidiária da Petrobras. 


 À Folha, o Instituto Lula enviou uma nota informando que Lula fez apenas "duas indicações pessoais na Petrobras: os ex-presidentes José Eduardo Dutra e José Sérgio Gabrielli". Os demais diretores da Petrobras e da BR Distribuidora "foram indicados por partidos". 

A defesa de Collor disse que são "falsas" as acusações contra o senador e afirmou que suas relações "com instituições públicas sempre se deram exclusivamente em caráter institucional, no desempenho da função de senador da República e na defesa dos interesses do Estado de Alagoas". 


A assessoria de Pedro Paulo Leoni Ramos não comentou o assunto, assim como a defesa da BR Distribuidora. Em depoimento à Polícia Federal, Aduarte de Barros Duarte Filho afirmou que sua indicação partiu do então presidente da BR, José Eduardo Dutra, que faleceu no ano passado, e negou que deputados petistas tenham lhe pedido qualquer favor na contratação de empresas. 


José Zonis também negou em depoimento ter sido indicado por Collor, mas admitiu que o senador deu o aval a sua nomeação. Vander Loubet negou à PF ter recebido vantagem indevida e disse que seus rendimentos são frutos de seu salário como deputado. Ele também afirmou que só vai se manifestar depois de ter acesso à denúncia da Procuradoria.