24 de abril de 2017

Professor rebate áudio do secretário de educação de Surubim

Escrito por John Mateus Barbosa /// Anda circulando um áudio de "zap-zap" (áudio completo no final da postagem) com um depoimento do secretário de educação questionando minha publicação sobre o constrangedor "Código de Conduta". Em resposta (e tentando ser sucinto) elenquei os seguintes pontos:

1) Primeiro fato: me recuso a crer que um secretário de educação tenha utilizado de um espaço informal, doméstico e impróprio para tais fins. Amadorismo e insensatez no trato de assuntos PÚBLICOS E OFICIAIS. LAMENTÁVEL.



João Filho      ///     John Matheus 
2) No áudio o secretário diz que eu "distorci" o que de fato aconteceu na reunião. O que é distorcer? Entendo como o ato de produzir (in)verdades ou, no mínimo, agir de má-fé. 

Tal atitude não só constrange minha imagem de professor universitário e pesquisador (UFPE), como também questiona meu caráter enquanto ser humano e cidadão. 


O secretário esquece que representa um órgão público e que ao fazer isso remete tal ação ao órgão (falando em nome da secretaria). Segunda atitude LAMENTÁVEL.



3) Apesar de dizer que eu "distorci", no entanto, o secretário dá provas em sua narrativa de que não só ocorreu tudo da mesma forma como eu relatei, como ainda consegue defender tal proposta ("Código de Conduta" - algo que não compete a gestão municipal) e desconsiderar a rejeição popular. Analisem os trechos:


*Secretário (via WhatsApp): "Estamos trabalhando com a política do DIÁLOGO...” “No início da reunião a gente TAVA COM 8 PESSOAS”.


**Minha resposta: Que tipo de diálogo a gestão e a secretária de educação pretendem promover fazendo uma reunião na surdina, sem ampla divulgação, apenas com pessoas ligadas à gestão ou que simpatizam com suas ações e contando apenas com 8 PESSOAS, como ele mesmo diz no áudio? Nesse sentido o áudio do secretário confirma o que eu escrevi nesse aspecto. Logo, não “distorci”.


*Secretário (via WhatsApp): “o material foi FEITO PELA SECRETÁRIA...” “[o material] foi APROVADO PELO GRUPO...” “não está FECHADO AINDA...”


**Minha resposta: Nova contradição: onde está o DIÁLOGO se o documento foi elaborado pela SECRETÁRIA sem ouvir os estudantes e suas necessidades? 

Onde está O DIÁLOGO se seu conteúdo foi posto para ser “APROVADO PELO GRUPO(inho)” de APENAS 8 PESSOAS? E insisto: o fato de “NÃO ESTÁ FECHADO AINDA” e convidar 8 pessoas para retirar/acrescentar/modificar não diz nada sobre DIÁLOGO. DIÁLOGO SERIA COMEÇAR DISCUTINDO SE OS ESTUDANTES [REPRESENTAÇÃO SIGNIFICATIVA] PRECISAM E PORQUE PRECISAM DE UM “CÓDIGO”. Não com apenas 8 PESSOAS. 


Isso é a mesma coisa que perguntar ao pato com qual molho ele prefere ser cozido, negando a este a opção de não ser comido. DIÁLOGO ou ACEITAR o que já está feito? E lembrando: este é um serviço pago por nós! Parece que o secretário não pretende recuar mesmo com a repercussão negativa. Novamente, não distorci nada.



* Secretário (via WhatsApp): “a secretaria está de portas abertas”


** Minha resposta: Para quem? Apenas para as 8 PESSOAS? E para debater o quê? Quando iremos debater e analisar os contratos? Quando iremos DIALOGAR sobre o preço abusivo que pagamos e a necessidade da GRATUIDADE? Porque não querem dialogar sobre isso? Estranho!



* Secretário (via WhatsApp): “nosso intuito não é criar desavenças...” “queremos melhorar o serviço” e “cuidar das pessoas”.

** Minha resposta: Claro que não querem criar desavenças. Por isso o Código de ajuste de condutas para “amenizar” e disciplinar o contraditório, a insatisfação, a crítica dos universitários (cabeças pensantes). Silenciar punindo. Querem melhorar o serviço? Como? Criando uma cartilha de regras de como se portar com punições? Porque não estão discutindo o principal? Por último, as pessoas não são ovelhas para serem pastoradas ou cuidadas. As pessoas precisam ser ouvidas. 


PRECISA TER VOZ! O discurso do “CUIDAR” representa a política do assistencialismo. Desqualifica a POPULAÇÃO como “coitadinhos”, “carentes”, sem autonomia. O Código de Conduta, portanto, é filhote dessa concepção de “GOVERNANÇA” do povo.


* Secretário (via WhatsApp): “John ficou em silêncio e só veio falar no final”.


** Minha resposta: Óbvio. Me isentei da fala no momento de análise porque para mim não se tratava de “melhorar” ou “piorar” o código. Reprovei ao final todo o código em si mesmo fazendo destaques de seu caráter obtuso, autoritário, arbitrário e distante das prioridades.


Tendo em vista o exposto, afirmo: distorcida é a concepção de DIÁLOGO da secretaria! Apesar do cenário emblemático fico contente que um trabalho de luta coletiva (estudantes, professores, parlamentares e sociedade) vem repercutindo. 
Nosso trabalho de crítica, denúncia e fiscalização das ações públicas está no caminho correto.

Há braços na luta!


O isurubim informa ao secretário de Educação de Surubim João Filho, e a equipe de comunicação da PMS que o espaço no blog esta aberto para esclarecimentos sobre este assunto.  
Basta enviar e-mail para isurubim@hotmail.com 

Áudio que o professor refere-se completo abaixo: 

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